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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Querido Emigrante:

Agora que é tempo de voltares à tua linda terra para exibir toda a tua parolice numa altivez desmedida, deixa-me dar-te as boas vindas e dizer-te que é com enorme alegria que vou apanhar o próximo avião para me pôr na alheta e não ter que levar contigo:
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- a encher as estradas TODAS de carros opulentos (alguns deles aquisições feitas através de alugueres mal disfarçados - sim, avec, aqui a malta também percebe francês!!!) de matrícula amarela que se metem à frente se apanham uma pessoa cheia de pressa para ir trabalhar na via rápida prestes a ultrapassar ou que resolvem fazer viagens turísticas a 30 km/hora nas estradas nacionais para matar saudades das belas paisagens da zona industrial ao lado do bairro natal, porque essa paisagem é coisa jolie de se ver;
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- a falar esse francês deslavado bem alto em todos os cafés, restaurantes e serviços ao públicos para teres a certeza que toda a gente à tua volta percebe que tu és de Fráunce;
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- a passar de carro na esplanada junto à praia com o último hit pimba das discotecas com matinés dançantes que tanto gostas de frequentar quando cá vens ou com o último CD do rancho folclórico de Santa Marta de Portuzelo em volume máximo (com todo o respeito pelo dito rancho);
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- a fazer um esforço hilariante para quem te fica a apreciar de esguelha para mostrares dificuldade em lembrar como se diz "mercado", repetindo, "ôôô, marché, ãh, com'é que se diz?!...", como se o teu ano e meio ano em terras de Napoleão tivesse feito uma limpeza no disco rígido da língua que falaste durante 35 anos da tua vida;
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- a ralhar com a canalha em berros poderosos o já característico "tu va tomber, meu filho da p***", enquanto esbanjas nojo franciu na porra praia toda, não deixando nem um naco de areal livre da tua contaminação mortífera de azeiteirice;
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- a fazer comparações constantes dos preços dos produtos do super mercado e do combustível e dos ordenados e do raio que ta parta como se aqui estivéssemos todos isolados e fôssemos uns coitadinhos mal informados sobre o estado da economia...
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Fixe, fixe, era seres obrigado antes de cá voltares a deixar toda a parolice na tua casota de segunda onde vives miseravelmente fechado num bairro de tugas saudosos que falam PORTUGUÊS o tempo inteiro e não vires para cá exibir toda a tua franciusice mal disfarçada e mal cheirosa assumindo sinceramente o sentimento de nacionalismo moderado que tens no peito!
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Espero que estejas bem longe quando voltar. Saudinha à família!
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Com carinho e amizade,
maoqueeaaf
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P.S.: não percebeste algumas coisas que eu disse? Sa va pas, non?? ESTUDASSES!

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coisas do diabo...

Sinto falta de tudo e na verdade o que gostava mesmo era de fugir para longe e não ter nada... apenas o silêncio e o vazio de um novo livro em que escrever...
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domingo, 12 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Por aqui...

... gosta-se muito de RAMP.

sábado, 4 de julho de 2009

Eternas dicotomias

Enervam-me as dicotomias...
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Emoção -Razão
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Tradição - Modernidade
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Rico - Pobre
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Guerra - Paz
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Homem - Mulher
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Querer - Poder
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Bonito - Feio
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Esquerda - Direita
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Teoria - Prática
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Corpo - Alma
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Norte - Sul
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Branco - Negro
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Dominante - Dominado
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E todos os conflitos que nunca se vão encontrar num meio termo que faça suprir a insignificância da existência humana perdida nos intermináveis braços de ferro entre forças ridiculamente opostas.
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domingo, 21 de junho de 2009

F%"#-SE!

Prefiro sinceramente não tecer nenhum comentário ao meu estado de espírito perante isto porque se o fizesse neste preciso momento utilizaria uma quantidade abusiva de impropérios, eventualmente a roçar numa linguagem exageradamente grosseira e de todo desapropriada para uma rede virtual pública como esta.
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sábado, 20 de junho de 2009

Imagens que falam II

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(!!!)
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terça-feira, 16 de junho de 2009

As relações sociais e a imprevisibilidade comportamental

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Isto mais parece o título de um artigo das Ciências Sociais, mas o que vou deitar pelas teclas fora de académico não tem nada... É que todos os dias me vejo incomodada com uma quantidade tão grande de surpresas no que respeita às minhas amizades que o formato montanha russa dos comportamentos perante @ outr@ me começa a dar a volta ao estômago...
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Não que me sinta no direito ou no dever de compreender cada pessoa que de alguma forma está no meu caminho, mas começo a achar que tenho demasiad@s amig@s com crises patológicas de comportamento, que ora são the sweetest thing, ora são grandes bestas, ora uma figura intermédia oscilante entre a simpatia e a indiferença que no espaço de minutos, como se da passagem por um looping se tratasse, se transformam e surpreendem, seja numa subida a pique para @ tip@ cool, seja numa descida brusca para a criaturazinha mais antipática e nojenta do sítio... Pior, pior é esta ser uma montanha russa non-stop, o que constitui um desafio não apenas diário, mas ao minuto, em que tenho que estar sempre alerta para não pisar o risco do humor incerto e imprevisível destas estranhas coisas vivas que habitam e preenchem o meu mundo.
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Gosto, e vou gostar sempre de vós, oh meus bichos do mato, mas dai paz à minha mente inquieta que vos atura porque por este andar quem daqui a nada não segura o corpo nas pernas trementes às portas do vosso carrocel sou eu!...
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segunda-feira, 15 de junho de 2009

A todas as bestas que tive de ouvir hoje...

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Passei o dia no meu local de trabalho a ouvir verdadeiras postas de esterco saídas da boca de uma dita elite local só porque uma dúzia de auto-caravanas de nacionalidade estrangeira estacionou ali perto para passar a noite. É inacreditável a quantidade de barbaridades que se dizem só porque as PESSOAS que ali estavam eram de etnia cigana! A puta da mania de nos acharmos a cultura dominante é tão mais ridícula quando dita com todas as palavras por criaturas cujo canudo parece ter entrado cu acima e dado uma tal altividade que não conseguem ver o chão onde um dia se hão-de estatelar!
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Contra a minha formação falo, mas com gentinha desta a Mediação de Conflitos fazia-a eu bem ao pontapé e à bolachada!
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sábado, 13 de junho de 2009

Divagações de um corpo cansado

É tarde, o meu corpo roga por descanso, mas a alma não se quer adormecida. Hoje não bebi. O sócio aqui do tasco mandou recentemente umas bocas sobre esse assunto que foram como um balde de água fria que me fez despertar para uma série de questões. Hoje, demasiado sóbria para o meu gosto em dias de socialização, vi as pessoas mais feias do que é costume, mais chatas que nunca, com conversas mais parvas que a discussão das últimas novas da Dica... Cada vez mais sinto dificuldade em sentir-me (bem) acompanhada no meio de gente, cada vez mais me enoja e adoece ter a noção clara do quão falsas e sujas e ignorantes as pessoas são. Não sou melhor nem pior que elas. Elas são, e talvez por isso o meu repúdio, o espelho em que me revejo e me reencontro com a minha pobre natureza humana. Nesta noite quente e perturbadora em que tudo é claro e esclarecedor, quero ser bicho e correr selva fora sem o pesado fardo de pensar.

Imagens que falam

(Oh, fuck! oh, fuck! oh, f...)