Mostrar mensagens com a etiqueta divagações. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta divagações. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Coisas do diabo...

Sinto falta de tudo e na verdade o que gostava mesmo era de fugir para longe e não ter nada... apenas o silêncio e o vazio de um novo livro em que escrever...
.

sábado, 4 de julho de 2009

Eternas dicotomias

Enervam-me as dicotomias...
.
Emoção -Razão
.
Tradição - Modernidade
.
Rico - Pobre
.
Guerra - Paz
.
Homem - Mulher
.
Querer - Poder
.
Bonito - Feio
.
Esquerda - Direita
.
Teoria - Prática
.
Corpo - Alma
.
Norte - Sul
.
Branco - Negro
.
Dominante - Dominado
.
E todos os conflitos que nunca se vão encontrar num meio termo que faça suprir a insignificância da existência humana perdida nos intermináveis braços de ferro entre forças ridiculamente opostas.
.

terça-feira, 16 de junho de 2009

As relações sociais e a imprevisibilidade comportamental

.
Isto mais parece o título de um artigo das Ciências Sociais, mas o que vou deitar pelas teclas fora de académico não tem nada... É que todos os dias me vejo incomodada com uma quantidade tão grande de surpresas no que respeita às minhas amizades que o formato montanha russa dos comportamentos perante @ outr@ me começa a dar a volta ao estômago...
.
Não que me sinta no direito ou no dever de compreender cada pessoa que de alguma forma está no meu caminho, mas começo a achar que tenho demasiad@s amig@s com crises patológicas de comportamento, que ora são the sweetest thing, ora são grandes bestas, ora uma figura intermédia oscilante entre a simpatia e a indiferença que no espaço de minutos, como se da passagem por um looping se tratasse, se transformam e surpreendem, seja numa subida a pique para @ tip@ cool, seja numa descida brusca para a criaturazinha mais antipática e nojenta do sítio... Pior, pior é esta ser uma montanha russa non-stop, o que constitui um desafio não apenas diário, mas ao minuto, em que tenho que estar sempre alerta para não pisar o risco do humor incerto e imprevisível destas estranhas coisas vivas que habitam e preenchem o meu mundo.
.
Gosto, e vou gostar sempre de vós, oh meus bichos do mato, mas dai paz à minha mente inquieta que vos atura porque por este andar quem daqui a nada não segura o corpo nas pernas trementes às portas do vosso carrocel sou eu!...
.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

manias de grandeza

O trabalho num cinema independente da cultura de massas de hollywood como o xxx, é um trabalho de constantes surpresas, desilusões, tédios e discussões, horas e horas de cultura, intelectualidades banais e frases feitas plenas de sabedoria popular, enfeitadas com sintaxe academica. Feiras de vaidades onde realizadores e promotores se misturam e se invejam e bebem e se ridicularizam, dançam e caiem e fumam e comem. Interminaveis debates sobre maus filmes, tentativas de justificar o porque das horas perdidas nos devaneios pessoais de egomaniacos com ilusões de genialidade. Filmes atrás de filmes, curtas, longas, medias, e de vez em quando consegue-se ver um até ao fim. E depois? Tudo vale a pena. Ha emoção. Durante aquele oasis no meio do oceano sem vento que mata marinheiros de velas, aparece algo que vale a pena.. Trezentos mil filmes mais tarde...

sábado, 13 de junho de 2009

Divagações de um corpo cansado

É tarde, o meu corpo roga por descanso, mas a alma não se quer adormecida. Hoje não bebi. O sócio aqui do tasco mandou recentemente umas bocas sobre esse assunto que foram como um balde de água fria que me fez despertar para uma série de questões. Hoje, demasiado sóbria para o meu gosto em dias de socialização, vi as pessoas mais feias do que é costume, mais chatas que nunca, com conversas mais parvas que a discussão das últimas novas da Dica... Cada vez mais sinto dificuldade em sentir-me (bem) acompanhada no meio de gente, cada vez mais me enoja e adoece ter a noção clara do quão falsas e sujas e ignorantes as pessoas são. Não sou melhor nem pior que elas. Elas são, e talvez por isso o meu repúdio, o espelho em que me revejo e me reencontro com a minha pobre natureza humana. Nesta noite quente e perturbadora em que tudo é claro e esclarecedor, quero ser bicho e correr selva fora sem o pesado fardo de pensar.